sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

AUDAX RIO, CIA PDR e o CARNAVAL

O projeto Audax Rio começou no pedal inaugural do Batom Bike, a CIA PDR foi prestigiar.
Naquela manhã o Paulão do PRO 50 comentou que o Audax Rio ia acontecer em breve e que o percurso ia passar nas belas paisagens da cidade maravilhosa.
O  Laerte,  responsável pelos  eventos da CIA PDR ,  pesquisou  os detalhes da prova  , mas alertou que a prova  passava pelo alto da Boa Vista, portanto seria difícil para CIA PDR.   As garotas se animaram e  a Graça foi logo  falando  que  estava preparada, pois  vai  todos os domingos para a confraternização da CIA PDR  no Jardim botânico, encontro regado a caldo de cana e pastel, trata-se de uma pequena subida com no máximo 100m de ascensão.   A Marília serena  e humilde ponderou, será que estamos preparadas?
Os dias passaram todos confirmaram presença e treinaram ao seu modo, a Marília aos domingos  e feriados fazendo as subidas do Lago Sul, a Graça autoconfiante  viajou para o Chile e se hidratou com muito vinho. Nesse meio tempo juntaram-se  ao grupo  o Velocius, o Francisco e o Tim. O Laerte apresado comprou a passagem, fez a inscrição e viajou para o Rio, mas para confirmar o pedigree PDR retornou para Brasília na véspera da prova. Ele alegou  que teve problemas com a garota do CV, hoje os outros integrantes sabem que tudo não passou de uma invenção do Laerte, pois  descobrimos que  ele fez o reconhecimento e amedrontado com a subida do Alto da Boa Vista desistiu da prova.
O Velocius queria aproveitar a oportunidade para testar sua nova bike sub 7 kilos, um show de bike. Mas, todos sabem que  onde está  o Pop filho (Velocius)  encontra-se também o Pop Pai (Francisco) que confirmou a presença.  Sabendo da movimentação o Super-herói SR 5000 Tim do planalto Central, animou-se e prometeu que acompanharia a CIA PDR.
Todos chegaram ao Rio na sexta-feira dia 30 de Novembro e começaram os preparativos, o Super Tim fez o reconhecimento da percurso duas vezes de Bike.  A Graça foi para Ipanema e sempre era vista nos bares mais badalados.  O Velocius e o Francisco sempre organizados ficaram planejando a prova e definido a estratégia a ser seguida pela CIA PDR. A Marília e eu aproveitamos para reconhecer de Bike a Orla do RIO que bela cidade.


A primeira dificuldade foi buscar o cartão de rota na favela falamos uns com os outros  e decidimos que era cada um por si e Deus por todos. O Tim subiu a favela de Bike, o Velocius e o Francisco usaram o GPS e eu, Marília e Graça fomos de peito aberto. O medo inicial gerado ao saber que tínhamos que subir o morro foi logo dissipado, pois vimos que estávamos seguros e  no meio daquilo que é mais carioca, uma favela,  naquela tarde tivemos a oportunidade de conhecer uma favela carioca pacificada. Todos nós ficamos encantados ao ver a síntese do carioca, os pequenos  negócios, as meninas desfilando seus belos corpos esculpidos pelas escadarias, os homens conversando  alegremente  nas esquinas, etc.
Imaginamos que a ideia da organização foi exatamente essa mostra o verdadeiro Rio,
parabenizamos a organização do Audax  Rio pela bela iniciativa.


Pegamos o Metrô e fomos para a largada na Tijuca. A vistoria foi feita e nos reunimos na largada, eu, a  Graça e a Marília estávamos despreocupados com o roteiro, pois tínhamos três SR ( Super Radonner) com GPS na CIA PDR. O  Francisco ligou o GPS e percebeu que tinha deletado a Rota, o Velocius virou e falou “...também não tenho, confiei  nele..” sobrou o TIM que conhecia o caminho.  O organizador deu  a partida e falou que éramos obrigados a seguir em pelote até o Maracanã seguindo uma viatura (20 km/H), a partir daquele ponto estávamos liberados.  Saímos e logo o Pop Pai e Pop Filho (Velocius  e Francisco) sumiram na frente, o Tim ficou com as meninas e alertou que não podiamos perder o pelote, pois o trecho inicial era um labirinto e se ficássemos para trás não dava para retornar. Acompanhamos o pelote até o Maraca, ponto onde o batedor liberou as bikes e a média subiu, rapidamente o pelote  foi dividiu, em dois, três,  quatro etc.  O  Super Héroi SR 5000 Tim foi liberado pelas garotas, o cara estava muito abaixo de sua média, naquele momento ele estava a procura de um corta vento para manter a temperatura do corpo, como em um formula 1 com as mantas aquecedoras sobre os pneus antes da largada.  De repente a Marília pergunta, cade a Graça?  Sumiu!!!


Esquerda, direita, direita, esquerda,  estávamos no labirinto do centro do Rio. De repente uma vaia estrondosa, uma bike na contramão? Quem poderia ser? É uma participante?  Era a Graça que perdida atalhava o caminho. Reunidos novamente seguimos em direção a Laranjeiras na companhia de PDRs Cariocas que  conheciam o Caminho, nos íamos a  25km/h. Finalmente chegamos a monumental subida,  são oitocentos metros de ascensão de sofrimento e belas paisagens, naquele momento  estamos a frente dos PDRs Cariocas, mas tínhamos pegado as coordenadas antes, bastava ficar atento para um castelo de pedras e entrar ao seu lado. Ao olhar para a subida a Graça teve a primeira câimbra.  Enquanto socorria a Graça, relaxante muscular, pílula de Sal, fizemos  as contas e parecia uma missão impossível, chegamos ao pé do morro com uma média de 18 km/h e tínhamos que chegar ao PC 01 com média 15 km/h, quase impossível para a CIA PDR.  Começamos subir e Graça ia contabilizando as câimbras, na perna esquerda, perna direita, na bunda   opa!!!   Decidi subir um pouco  mais rápido para ver se encontrava alguém, tinha uns trinta minutos que não cruzávamos  com nenhum participante,  uns quatro quilômetros acima encontrei com uma garota descendo, por sorte esposa de um participante,  ela informou que tínhamos passado pelo castelo que ficava uns três quilômetros morro abaixo, descemos juntos. Ao encontrar com as meninas e informa-las que erramos o caminho fui quase linchado, descemos um pouco mais e achamos o castelo de pedras. Rota corrigida, mais uma câimbra na Graça, combinamos  com a Graça que íamos, eu e Marília, chegar ao PC 01 antes do seu fechamento e esperaríamos por ela lá. Subimos mais um pouco e paramos para descansar. Encontramos com o carro da organização que informou que estávamos a 10 km do PC 01 e que tínhamos apenas 15 minutos para chegar lá, informou que não deveríamos desistir, pois  eles dariam mais alguns minutos.  Continuamos subindo curva para esquerda, curva para direita,  .... tá lá um corpo estendido no chão, um participante ofegante no chão e outro tentando ajuda-lo que perguntou, ...vocês sabem fazer massagem cardíaca e respiração boca a boca..., de pronto respondi  o cara vai morrer!!!!! Felizmente não foi necessária a respiração boca a boca, ficamos uns vinte minutos nesse ponto até o colega se recuperar,  e nem sinal da graça? Veio notícia dela por meio de um ciclista, a moça chamada Graça está estendida um quilômetro ladeira abaixo com câimbra, pensei que novidade, mas disse que ia continuar e que era para esperar no Postinho (PC 01).  Nos apresentamos, descobrimos que o ciclista estendido no  chão chamava-se CARNAVAL, isso mesmo seu sobre nome é Carnaval,  ele conhecia bem o percurso e decretou....” a prova está perdida, mas aqui no Rio  tudo é festa é Carnaval!!!...” Prova perdida, decidimos seguir e fazer a prova por aprendizado e diversão, mas  agora sem pressão.

Subimos até o topo  empurrando as Bikes, junto com o Carnaval e o outro colega, o Carnaval filmou tudo, tiramos fotos, explicamos o que é ser PDR no planalto central, todos se identificaram com a filosofia PDR , ... O IMPORTANTE É SORRIR... , e seguimos felizes até o Alto da Boa Vista, Carnaval queremos as fotos e o filme. Começamos a descer, mesa do imperador, floresta da Tijuca, paineiras, vista chinesa e finalmente o PC 01, chegamos com uma hora de atraso, nem sinal da organização. Cinco minutos depois chegou a Graça gritando de felicidade junto com outro PDR Carioca. 

Comemos, bebemos e decidimos seguir para a barra, onde encontramos outros participantes, paramos quase no Recreio para tomar um Chopp, pois ninguém é de ferro,   o Carnaval nos perguntou para onde íamos, falamos que não tínhamos destino e íamos pedalar até o final da tarde. O Carnaval foi para casa, tinha um ensaio na escola de samba, o outro PDR morava depois da prainha e também foi embora.


Bebemos mais umas cervejas e  seguimos no circuito Audax, encontramos com vários participantes, voltamos do recreio.   No pé da Ladeira do Joá, paramos para almoçar  e recebemos noticias do Pop Pai e Pop Filho estavam voltando de Jacarepaguá rumo a Copacabana  de Taxi, o Pop Filho teve problemas físicos, pau de ratice pura. Com  a barriga cheia encaramos a subida do Joá.  Paramos no mirante do Joá, tiramos fotos e seguimos para São Conrado passamos  pela  Rocinha, Niemayer,  paramos no Vidigal e descemos para o Leblon, seguimos por  Ipanema,   Arpoador e  ao chegarmos em Copacabana, recebemos um convite do Pop Pai e do Pop Filho para tomar uma cerveja no Posto 5. Bebemos uma, duas, três, anoiteceu e decidimos ficar por ali.

Meus amigos, o percurso é maravilhoso e valeu cada gota de suor e sacrifício, em 2013 estaremos presentes no Audax RIO.

2 comentários:

  1. Caramba, esses PDRs de Brasília são umas figuraças!!!
    Valeu gente. Em 2013 estaremos juntos. Já estamos até pensando em fazer um AUDAX aí em Brasília...

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  2. Muito bom! E saber que cruzei com esses fantásticos Pau de Rato no caminho! (eu era o carioca que estava com o Carnaval, próximo do falecimento...rs).

    Turminha boa essa desses brasilienses. Quero encontrá-los no Audax Rio das Ostras ou no Planalto Central... Enfim, quero encontrá-los novamente, para tomar aquele chop que perdi.

    Vou mandar as fotos e o link dos videos.

    Abraços fraternais a todos os PDR...

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