sábado, 9 de abril de 2011

Relato 300 - Ricardo Paiva

Algo me dizia que ter pedalado 200km pelas ruas da cidade do Rio de Janeiro ainda não seria o maior dos meus feitos. Aquela corrida foi, sem dúvida, uma marca pessoal de superação. Enfrentei meu maior desafio esportivo, vencendo 2 centenas de quilômetros, com subidas intermináveis, vento contra, que mais parecia uma força a se opor ao meu destino, e uma dor dilacerante nos dois joelhos. Ainda assim, aquela aventura já era recordação. A memória de uma conquista que marcava uma mudança radical em meu modo de viver. Aquele Audax de novembro de 2010 consolidou o retorno a uma vida esportiva que, há muito, não fazia parte de meu cotidiano.
Depois daquele dia continuei treinando. Minha fiel companheira de duas rodas me carregava para todo canto, e eu a ela. A temporada 2011 havia começado precocemente em 2010, com o evento urbano que participei, mas novas provas estavam por vir. Infelizmente não consegui refazer o Brevet 200, que ocorreu em fevereiro de 2011. Confesso que senti uma ponta de inveja dos amigos que participaram, pois não planejava participar de mais nenhum outro evento de ciclismo este ano. A minha sanidade me dizia que pedalar 200km já era insano o bastante para um amador e qualquer distância além disso seria um atestado de loucura. 
Acontece que Rio das Ostras se tornou a Meca do Audax no estado do Rio. O Brevet 200 tinha sido um sucesso, e boa parte dos atletas que participaram do evento estavam tão empolgados com os resultados, que nem pestanejaram na hora de se inscrever na próxima etapa do desafio, o Brevet 300, marcado para o mês seguinte. Já estava bem conformado em não participar, quando um amigo de pedal, Marcus, me contaminou com a idéia. O cara é um maluco de carteirinha, pois participa de quase todas (se não todas) as provas de atletismo da cidade do Rio de Janeiro. Era óbvio que eu não deveria ter dado ouvidos a ele, mas a frustração de não ter participado novamente do evento, me fez fraquejar. Há 2 semanas da prova eu fiz a inscrição, e aquilo para mim, foi como selar um pacto inviolável.
Uma tonelada de preocupações povoavam meus pensamentos. Em função de uma carga enorme de trabalho, eu não estava treinando fazia mais de um mês. Pedalar em estrada não me deixa confortável. Pedalar em estrada à noite me parecia muito perigoso. Sim, eu disse à noite. Qualquer parente, mesmo distante, iria fazer qualquer coisa para me dissuadir da idéia insana de pedalar em uma estrada à noite. E o fizeram, mas eu tentava me convencer de que não seria tão grave. O dia ia se aproximando e a adrenalina aumentava. As preocupações não me deixavam em paz, a ponto de não me deixar dormir. E na vigília, eu repetia o mantra de que tudo iria dar certo.
Foi São Jorge que veio me trazer paz. Há 2 dias do evento, por uma sorte astronômica (tanto do ponto de vista celeste como da dimensão), recebi a notícia de que seríamos espectador da maior Lua dos últimos 20 anos. Isso não só me confortou como me empolgou. Qual maneira melhor de apreciar a Lua, senão pedalando durante toda a noite?
Depois de uma semana angustiante, na véspera da prova, viajei para Cabo Frio com meu generoso amigo Marcus, que gentilmente me ofereceu estadia e carona. Combinamos de pedalar sempre juntos, um dando suporte ao outro, e assim o foi por quase todo o percurso.
A largada aconteceu às 16 horas do dia 19 de março. Saímos em grupo, equipados até os dentes, munidos de capacete, faróis, colete reflexivo e tantos outros apetrechos que, apesar do peso, nos dariam segurança de enfrentar aquela jornada. De Rio das Ostras, seguimos em direção ao município de Barra de São João. Uma escolta nos acompanhou durante este techo, nos trazendo uma segurança enorme de pedalar por uma estrada bem movimentada, em função do horário, mas que parecia ser exclusiva nossa. A idéia de que o percurso todo poderia ser assim não me saía da cabeça. Pedalar pela estrada sem me preocupar com o trânsito, fazia parte do meu delírio, resultado da excitação do início da prova.
Passados alguns quilômetros, os batedores que faziam a escolta nos deixaram, mas já não cruzávamos aquela estrada movimentada. Dava início ao trecho do percurso por uma estrada alternativa entre Rio das Ostras e Macaé. Seguíamos pelo acostamento, ainda generoso, e cada atleta começava a impôr seu ritmo. Uma longa fila de ciclista se formava pela estrada, rumo ao primeiro Posto de Controle, onde iríamos registrar nossa passagem. Após 42km avistamos o primeiro PC, com uma fila de ciclistas afoitos pela assinatura de seu passaporte. Era o momento de uma breve esticada de pernas e seguir focado na prova, pois aquela história estava apenas começando.
A noite já começava a cair enquanto percorríamos as curvas da estrada rumo a Macaé. Não posso negar que fiquei decepcionado ao ver um céu cheio de nuvens. Isso era sinal que a Lua não estaria presente para nos guiar. Não haveria muito espaço para lamentar, o jeito era continuar pedalando. A cidade de Macáe se descortinou logo após voltarmos à principal estrada que corta a Região dos Lagos. Cuidado redobrado com os carros, mas nenhuma carreta ou ônibus passava por nós.
O próximo posto de controle não estava tão longe, entretanto uma estratégia de alimentação errada já começava a influenciar meu rendimento. Almocei relativamente cedo e, desde então, não havia comido mais nada. Já pedalava há cerca de 3 horas e estava ficando fraco. Insisti um pouco, na esperança de que o PC estava próximo, mas ele não chegava nunca. Senti o meu corpo realmente fraco. O jeito foi parar, colocar para dentro o providencial sanduiche que levava em meu alforge. Ainda assim não foi suficiente. Paramos, então, num posto de gasolina para colocar para dentro isotônico, biscoito e qualquer coisa que me desse energia. Surtiu efeito. Logo voltei a pedalar a plenos pulmões. Não tardou para chegarmos no PC de Macaé, por volta do km 64. O PC de Macaé foi bem agradável. Montado em uma academia na praia da Barra, o PC tinha água, guaraná natural e uma equipe bem animada, dando força para todo mundo. Aliás, característica marcante de todos os PCs.
Tingindo o mar de branco, uma Lua deslumbrante se impunha frente as nuvens, que já não eram mais capazes de contê-la. Não havia motivação maior para seguir viagem. A má notícia era que o próximo PC se encontrava a distantes 52km. Háviamos de sair de Macaé, rumo a Quissamã, passando por Carapebus (nome este que até hoje tenho dificuldade de lembrar e pronuciar). Minha estratégia era simples: não pensar no quanto faltava para o final, mas para a próxima parada. Como um dependente, que enxerga a abstinência sempre para o dia de hoje, meu objetivo era apenas chegar no próximo PC. Fazia cálculos intermináveis para manter a mente ocupada e projetar a hora de chegada na próxima etapa do caminho. As vezes torcia para que os cálculos estivessem errados e que a qualquer instante uma placa anunciando a chegada à nova cidade me surpreendesse, mas infelizmente (ou felizmente) minha sanidade não me abandonara.
O medo da noite não se concretizou. Todo o fantasma que eu havia criado nas semanas anteriores, sumiram como poeira, quando percebi que ocorrera justamente o contrário. Com o passar das horas, cada vez menos carros passavam por nós. A maior Lua dos últimos 20 anos se consumara e, como um farol, iluminava nossos passos, ou melhor, giros. Pedalar sob aquele teto estrelado e iluminado passara de uma angústia, para um deleite. Sentia pulsar pela veia a adrenalina de viver aquela aventura.
Naqueles 50km muita coisa aconteceu. Dizem que cachorro e ciclistas nunca foram bons amigos. Têm razão. Como não fazíamos parte do primeiro pelotão, uma cachorrada, motivada pelos que já haviam passado, nos aguardava à espreita, prontos para nos dar o bote. Não deu outra, quando nos aproximamos distraídos, uma matilha empolgada, desatou a ladrar e a correr, sedentos por uma canela. Sem pensar duas vezes, nossa resposta foi pedalar o mais rápido que podíamos, até que os latidos já não fizessem parte daquela perseguição surpresa.
Já perto de Carapebus vimos um companheiro com problemas no eixo traseiro - e chamo de companheiro mesmo, pois, sem o ranço competitivo habitual das provas esportivas, o espírito entre os atletas era de grande solidariedade. Dentro da cidade erramos o caminho. A sorte é que chegamos numa rua sem saída, que nos alertou do engano. Saindo da cidade, um novo contratempo: pneu furado. Enchi o pneu, insistindo um pouco, para tentar chegar ao próximo PC, mas não adiantou. O jeito foi chegar até o ponto com mais luz e trocar a câmara. Precavido, carregava 2 câmaras extras, além de kit de remendo e ferramentas. Não tenho grande prática nesta arte, mas dei meu jeito. Câmara trocada e marchas e freio testados, continuamos pedalando rumo a Quissamã. Um grande número de ciclistas passaram por nós durante o tempo em que perdemos consertando o pneu. Isso não era grave. O plano era chegar até o fim. Antes de chegar a Quisamã, alcançamos Maurício, um personagem marcante dessa história. Pedalamos um pouco juntos, mas sua speed suplicava por mais velocidade. Passado um tempo, já não conseguíamos vê-lo nos quilômetros que se anunciavam à frente.
O município de Quissamã chegou e nos surpreendeu. Um portal apresentava a cidade, e durante todo o trajeto até o PC, o que víamos foi uma cidade limpa e bem cuidada. Não tardou para que chegássemos ao Posto de Controle, na prefeitura. Uma saborosa macarronada nos esperava, pronta para repor as energias gastas naqueles 116 km já percorridos. Descansamos bastante. Um pouco mais de 1/3 do percurso já havia passado. Era hora de seguir.
O plano agora era pedalar mais 40 km até o ponto mediano do nosso percurso. Saímos eu, Marcus e Maurício, que reencontramos no PC. Seguíamos em um pelotão alinhado para enfrentarmos o vento. Mas que vento? Inexplicavemente não havia nenhuma brisa contra. Aquele cenário parecia ter sido projetado para aquele dia. A Lua continuava a nos fazer companhia, ornamentada por um céu apinhado de estrelas. Às margens da estrada, a natureza completava o visual, com campinas repletas de vaquinhas descansando, a espera do dia seguinte. Foram quase duas horas pedalando em uma estrada absolutamente deserta. Se contamos 4 carros que passaram por nós, foi muito. Ao longo do caminho, Maurício sumira na nossa frente. Lá pelas tantas, presenciamos um fenômeno, no mínimo, curioso. Uma núvem interminável de mosquitos nos cercava, dificultando até mesmo nossa respiração. Não tínhamos muito o que fazer, senão proteger nossos rostos e seguir pedalando. Durante este percurso, já víamos os primeiros grupos de ciclistas voltando. Meu corpo já dava sinais de cansaço. Por conta do horário (já passava de 00:00), o sono também dava as caras.
O município de Barra do Furado finalmente chegou e esse foi um marco fundamental da prova. Aquele lugar era o fim de mundo que nunca imaginei ficar mais feliz por chegar. Já tínhamos pedalado 150km e precisávamos ainda pedalar todo o percurso de volta, mas agora sabíamos o que iríamos enfrentar, e isso fazia toda a diferença. Encontramos novamente no PC, Maurício, junto com uma trupi bem animada, encabeçada pela Ana, uma grande figura. As histórias foram muitas, mas ver a Ana distribuindo hipoglós para aliviar o traseiro dos marmanjos de plantão (e eu me incluo nesta lista), foi o ponto forte da noite. Aquela alegria espantou meu sono.
Eu e Marcus saímos antes do restante do pessoal, mas não demorou muito para que eles passassem por nós. A falta de treinos mandava o recado. Não conseguia imprimir um ritmo muito forte e já era motivo de nos perocuparmos com o horário de fechamento dos PCs. Pedalamos por mais 2 horas com a estrada toda para nós. Felizmente conseguimos chegar a tempo. De volta a Quissamã, o macarrão nos esperava, mas dessa vez reforçamos com uns doces da cantina. Marcus aproveitou e se virou num banho de tanque que revigorou o rapaz. Gastamos um bom tempo no PC de Quissamã e, antes de partirmos, ainda deu tempo de testemunhar o Maurício trocando o pneu pela segunda (ou terceira) vez.
Saindo de Quissamã ainda tínhamos 50km até Macaé, mas agora minha meta era outra. O cansaço já chegara arrebatador e eu precisava ter objetivos curtos. Ao invés de planejar chegar em Macaé, pensava apenas na cidade do meio, Carapebus. Seguimos pedalando enquanto a noite chegava ao fim. A natureza já mostrava que era hora de acordar, com passarinhos cantando e galos anunciando o novo dia. O sol despontava no horizonte, mas a Lua insistia em nos acompanhar, felizmente. Já bem perto de Carapebus, qual não foi a surpresa, quando Maurício mais uma vez passou por nós. Deixamos que seguisse e continuamos em nosso ritmo, bem moderado.
O raiar do dia foi revigorante, trazendo uma energia que nem imaginava que ainda teria. Passei pela cidade bastante entusiasmado, mas, estranhamente, Marcus não estava conseguindo me acompanhar. Naturalmente ele estava cansado, mas aquele cara tem mais perna que eu, não podia ser só isso. Comecei a me distanciar do Marcus, pois mantinha meu ritmo, mas sempre tentando não perdê-lo de vista. Estávamos nos aproximando de Macaé, quando resolvemos olhar com calma o estado da bicicleta dele. Girei a roda traseira na mão e tomei um susto ao ver que ela quase não se movimentou. Estava totalmente travada. Achei que pudesse ser uma falha no freio, mas mesmo destivado, a roda continuava muito dura. Seria impossível seguir por mais cerca de 70km daquele jeito. Segui adiante, tentando chegar o quanto antes ao PC para providenciar algum tipo de ajuda. O PC estava bem vazio. A maioria dos atletas já havia passado por ali antes mesmo de amanhecer. Marcus chegou uns 10 minutos depois se arrastando. O voluntário que estava no PC tentou ajudar, mas não tinha jeito. O eixo trazeiro estava condenado. Sugeri ao Marcus que ligasse para sua esposa, para tentar usar uma bicicleta reserva qualquer, ou mesmo uma roda. Tive que tomar a decisão mais dura da noite, deixar meu companheiro de pedal, e seguir sozinho. Se eu tentasse esperá-lo, seria bem provável que nem eu nem ele conseguiríamos terminar a prova.
Segui pelas ruas de Macaé. Um pouco perdido, mas com um gás que não sabia de onde vinha. Já quase saindo da cidade quem eu avisto? Sim, Maurício pedalava sozinho e num ritmo calmo, a ponto de eu conseguir alcançá-lo. Mais um pneu furado o fez perder mais tempo e levou sua última câmara reserva. A parte mais instigante era que o cara pedalava tranquilo, zen. Nunca imaginei conhecer alguém com tanto auto-controle. Saí da cidade de Macaé em direção a pacata estrada que me levaria ao último PC antes da chegada. Na estrada meu ritmo despencou. Estava com dificuldade de acompanhar o Maurício, mesmo pedalando a menos de 20km/h. Decidi parar e o deixei seguir. Sentei no chão da estrada e ali permaneci por alguns minutos, tentando manter minha cabeça funcionando e meu corpo, já exausto, em atividade. Já pedalava há mais de 15 horas e ainda faltavam 50km. Descansei e segui, agora novamente sozinho. Mais a frente uma padaria foi como um oasis. Nunca antes havia dado tanto valor a um pedaço de pão.
Segui pedalando por mais alguns intermináveis quilômetros e alcancei o último PC. Dali para frente não dava mais para desistir. Faltavam apenas 20km e era só administrar o cansaço. Segui pedalando rumo a Rio das Ostras. No caminho, lá longe, avisto Maurício empurrando a bike. Consigo alcançá-lo e o cara me confessa que o pneu furou novamente. Inacreditável. Ofereço meu kit remendo, mas ele prefere seguir a viagem a pé, ou forçando a roda furada para não perder mais tempo. Passo por ele com a certeza de que aquela figura tinha muita determinação.
A cidade de Rio das Ostras se aproximava a passos lentos, fruto do meu ritmo débil. Mas ela chegou. Cruzo a cidade em direção a Costa Azul. Os quilômetos finais parecem nunca terminar. Insisto pedalando, já sem nenhuma posição para sentar. As 10:30 da manhã cruzo a linha de chegada ao som dos aplausos e gritos dos amigos que descansavam. Viva! Terminei! Brevetei o Audax 300. Pedalei por 18,5 horas. Ao final daquela longa jornada, só conseguia pensar que aquela prova era, realmente, para loucos. Era preciso ser totalmente maluco para querer pedalar por uma noite inteira ao longo de 300km. Apesar da exaustão física, o sabor daquela conquista é uma recordação ímpar e irei carregar comigo pelo resto da vida.
PS: Maurício conseguiu terminar quase estourando o tempo limite de prova. Infelizmente meu amigo Marcus, mesmo tendo insistido na prova com uma bicicleta emprestada pelo cunhado, não conseguiu chegar a tempo no penúltimo PC. Este episódio tirou um pouco do brilho da conquista, mas estou certo que o Marcus é um grande vencedor por ter chegado tão longe. Não fosse por uma falha mecânica, ele certamente estaria comemorando também.

5 comentários:

  1. Fala Ricardo,

    Parabéns pelo belo relato, cada vez mais me orgulho de ter iniciado neste evento.
    O mais incrivel do Audax é que chegar nas ultimas colocações não é para os perdedores e sim para os maiores vencedores.
    Estou lembrando de você, eu estava no grupo da Ana. É uma pena que o Marcus não conseguiu, mas infelizmente às vezes não depende só da gente.
    O Mauricio também foi um exemplo de perseverança e que nos obriga a também perseverar.
    Agora já que você comentou de São Jorge, não tenho dúvidas de que ele aquela lua não foi uma mera coincidência para quem é devoto do guerreiro.
    Parabéns e vamos lutar (estou com problemas nos joelhos)para que possamos estar prontos para o 400. Sinceramente eu acho que para este ano estará mais que de bom tamanho, pois à principio não tenho interesse de tentar o 600. Para ser sincero pensava assim do 400 também e hoje estou fazendo de tudo para participar.

    Abraços para você e para o Marcus e viva ao Audax, pois este evento faz com que possamos nos surpreender a cada instante.

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  2. Como o Ricardo escreve no relato, postado no dia 09 de abril de 2011, por diversas vezes nos encontramos e por diversas vezes eu pude acompanhar um ciclista que apesar de cansado, apesar de tomar a difícil decisão de seguir sem o amigo Marcus, apesar do sono, não desistiu e seguiu...Sempre em frente... De olho na sua meta pessoal...Com o propósito firme de alcançar seu ideal.
    Quem é o guerreiro ZEN? O verdadeiro ZEN é você meu amigo Ricardo!
    Eu simplesmente não externava a minha preocupação. Não se engane pelas aparências.
    Eu só estava daquele jeito graças as dezenas de amigos, assim, iguais a você, que torciam por minha chegada. Obrigado pela torciDa e te vejo nos 400 Amigão!

    Aos amigos(as) André, Ricardo, Edu (grande mecânico! Ah!Ah!Ah!Ah!Ah!),Leandro,Vinicius,Kris, Érica Sepúlveda, Fininho, Christiano,Paula, Ana, Clemar, minha esposa Thais e todos os inúmeros AMIGOS que tive o prazer de compartilhar essa esperiência única que só uma prova como O AUDAX pode proporciornar, meu MUITO OBRIGADO!

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  3. Gente, na verdade a culpa do Mauricio ter terminado o Audax 300 é toda minha...

    Minha por que fui EU que desisti logo no início da prova e deixou ele sem Hipoglós e barrinhas de proteína (o que o obrigou a tentar chegar o mais rápido possível para aliviar suas 'dobrinhas'), e o pior... sem NENHUM CENTAVO do dinheiro reserva para 'eventualidades' (ou era chegar de bike ou era chegar de bike)!

    No mais, MauMau (também conhecido por Mauricio ou 'Molekão') é o meu exemplo de perseverança, de otimismo e de audaxioso, companheiro e inabalável. Quando eu crescer, quero ser igual a ele. Mas o melhor mesmo, é que ele é meu marido... hehehe. Vou estar sempre ao lado dele ou pedalando, ou nos PCs ou simplesmente nas chegadas, de corujice.

    Parabéns MauMau, Rico e todos os demais audaxiosos. Grande abraço, Mulher de Ciclos.

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  4. Valeu galera. Obrigado pela força. Eu infelizmente não vou participar do 400. Não estou treinando e continuo super enrolado no trabalho. Participar nessas condições seria irresponsabilidade. Já estou bem contente por ter conseguido terminar. Estarei na torcida por todos vocês.

    Maurício, nem quero saber a bobagem que você fez, para que sua mulher, ao invés de te mandar ir dormir no sofá, te deixar pedalando por 300km sem nenhum Real. ai ai ai. :)

    Abração!

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  5. É ISSO AI, DESISTIR NÃO FOI FÁCIL, MAS.... 400 ESTAREI LÁ PARA COMPENSAR !

    P.S - RICARDO, VC FARÁ OS 400, SÓ QUE AINDA NÃO SABE.... RSRSRSR

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