domingo, 31 de janeiro de 2010

Tipo de piso do Brevet 200 km de março

Numa análise inicial da rota estipulada para o Brevet 200 km de 14 de março identificamos 8 trechos de terra que somam aproximadamente 89,6 km. O menor trecho de terra tem 4,5 km e o maior 19,4 km.

Destes 8 trechos apenas 2 apresentam subidas e descidas relevantes. Num destes trechos no Engenho do Mato é possível que uma subida íngreme, porém curta, determine que o melhor seja empurrar a bicicleta. Nos demais trechos a maior dificuldade seria a irregularidade do piso, com as famosas 'costelas de vaca'.

As eventuais dificuldades do piso são compensadas pelas poucas subidas e pelo horário de trânsito que inicialmente elimina a condição de vento contra.

Como o Brevet começa e termina na cidade, mais uma vez a correta navegação será fundamental para evitar erros de percurso e perda de tempo, portanto é altamente recomendável estudar o percurso no Bikely e é recomendável ir conhecer o trecho urbano do início e do final do Brevet.

Veja AQUI o percurso completo.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Como usar o blog 1

Notamos que muitas pessoas foram pro Brevet 200 km e Desafio 100 km mal informadas e acreditamos que o blog poderia resolver esses problemas de falta de informação ou informações conflitantes. Á claro que uma página convencional seria muito melhor, mas por enquanto essa melhoria vai demorar a vir. O Blog é gratuito e não há verba suficiente pra uma boa página.

Assim sendo, vamos publicar dicas e sugestões de como navegar pelo nosso blog. Ao mesmo tempo vamos aperfeiçoar a organziação das informações pra que seja fácil encontrar as informações mais importantes, as dicas interessantes e até se distrair com vídeos e fotos.

Dica 1: Informações da próxima prova ficam na lateral direita. Não é preciso procurar e abrir uma postagem mais antiga. À medida que novas informações são definidas, vamos adicionando nesta coluna lateral.

 

Dica 2: Quase todas as postagens tem uma ou mais palavras-chave. Uma lista destas palavras fica à disposição na lateral direita do bloge ajuda a encontrar postagens sobre um determinado assunto, como inscrições, rota, fotos etc.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Medalhas do Audax Club Parisien

Reproduzo na íntegra publicação no blog Randonneurs Brasil sobre as medalhas comemorativas oficiais do Audax Club Parisien.
Para ler o post original clique aqui.

                                                     Foto: Luiz Faccin (Santa Ciclismo)
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Ver o regulamento BRM:

Artigo 12 : na chegada, cada participante deverá assinar o passaporte e a entregar ao organizador. Ela lhe será devolvida após a homologação. Não será emitida cópia deste documento em caso de perda.
Estes brevets não são competições e não comportam classificação.
Uma medalha especial poderá ser adquirida pelo participante assim que seu brevet tenha sido homologado. Ele deverá fazer o pedido e pagar o valor na entrega da sua carta na chegada.

Artigo 13 : as medalhas que atestam o sucesso do brevet são na cor bronze (200km), amarelada (300km), vermelha (400km), dourada (600km) e cobre (1000km). Os modelos mudam, em principio, no ano após a PBP. Os preços das medalhas são indicados pelos organizadores dos brevets.
Super Randonneur : Distinção que reconhece a todo randonneur, após completar no mesmo ano, a série dos brevets 200, 300, 400 e 600 km. Uma medalha, mencionando esta distinção, será emitida ao randonneur, que realizar

Regras e comentários

Medalhas brevets 200,300,400,600 e 1000

Aqui no Brasil é normal, em todas as organizações, a entrega de uma medalha comemorativa aos ciclistas que concluem com sucesso cada brevet. Estas medalhas são confeccionadas pelo organizador e entregues logo após o brevet. O valor destas medalhas é adicionado ao custo do evento e pago com o valor da inscrição. Apesar disto o randonneur brevetado poderá realizar a encomenda da medalha comemorativa oficial ACP ( Clube Audax Paris) para os brevets de 200, 300, 400, 600 e 1000.
Para realizar esta (s) encomenda(s) o interessado deverá:
- avisar o organizador assim que concluir o brevet. Recomendo avisar por e-mail até 48h após a conclusão do brevet;
- combinar com o organizador a forma de pagamento, entrega e valores.

O organizador deverá marcar a opção medalha no arquivo dos tempos do brevet a ser homologado e também avisar o representante ACP confirmando o pedido da (s) medalha (s).
Fotos de algumas medalhas:
Brevet de 600 km!
Brevet de 1000 km!

Medalha Super Randonneur
Foto da medalha atual!

O pedido desta medalha deverá ser enviado para o organizador do brevet de 600 km. Este pedido é realizado com o preenchimento completo e correto do arquivo: Demande_Super_Randonneur_gb_couleur

Este arquivo é no formato arquivo de texto Word.
Para obter este arquivo o Randonneur deverá fazer o pedido para o organizador do brevet de 600 km.
Dados necessários para preenchimento do Arquivo de pedido da medalha Super Randonneur:
Sobre nome;
Nome;
Data nascimento;
Endereço;
Nome do clube a que pertence;
Código do Clube a que pertence;
Data, nome do clube organizador e respectivo numero de homologação para os brevets de 200, 300, 400 e 600 completados.
O preenchimento deste arquivo é responsabilidade do randonneur interessado.
Os organizadores devem publicar as listas com as homologações de seus brevets realizados nos respectivos blogs e sites. As homologações realizadas estarão disponíveis também no site: http://www.randonneursbrasil.com.br
O valor desta medalha, forma de pagamento e entrega deverá ser acertado com o organizador do brevet de 600 km.

Observação 1
Os modelos das medalhas ACP são válidos por um período de 4 anos. Desta maneira o brevetado que realizar a encomenda de medalhas em 2 anos consecutivos, poderá receber o mesmo modelo.

Observação 2
As medalhas Super Randonneur serão gravadas com o respectivo ano no espaço reservado.
As medalhas dos brevets de 200, 300, 400, 600 e 1000km serão gravadas no verso com o ano e nome do clube organizador.
Esta gravação, em todas as medalhas, será realizada pelo Representante ACP e o custo será acertado com os organizadores.

Outras Observações
Todas as encomendas de medalhas devem ser realizadas via organizador do brevet.

A encomenda anual, de todas as medalhas, será realizada no inicio do mês de novembro e as entregas, a principio serão realizadas no inicio do mês de dezembro.
As encomendas de medalhas devem ser realizadas no respectivo ano de realização dos brevets. Medalhas de anos anteriores, salvo em raras exceções, não poderão ser realizadas.

O valor das medalhas na tabela ACP
Super Randonneur = 6 euros
Demais brevets= 5 euros

Estes valores não incluem as despesas de envio, gravação e custos do organizador.

Medalha Randonneur 5000

Imagem Medalha Randonneur 5000

Esta medalha tem um regulamento especifico:
Ver regulamento Aqui!

Para facilitar, o seu pedido deve ser realizado com a ajuda do Representante ACP para o Brasil.

A encomenda destas medalhas é opcional!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Relato da Reane - Desafio 100 km

Segue abaixo relato com sugestões da Reane e as respostas do Audax Rio.
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Bom dia, Thiago e todos os colaboradores deste Audax!
Gostaria primeiro de tudo elogiar a organização que achei excelente para uma primeira vez. Tenho certeza que os próximos serão melhores ainda.
Por isso farei aqui alguns pequenos comentários no intuito de contribuir para um Audax sempre melhor que o anterior:
- No primeiro PC acaba acumulando muita gente. Seria bom se tivessem mais pessoas marcando os passaportes, ainda mais com aquela mosquitada nos devorando na fila. Eu fiquei bem uns 10 minutos na fila;
Audax Rio: Sugestão anotada.

- Ver como viabilizar banheiro nos PCs. No caso do desafio 100, só tinha no PC 1. Na Barra (PC 2) me falaram para ir na padaria, só que lá eles não deixaram e acabei perdendo o maior tempão catando um banheiro para fazer um pipi antes de prosseguir. Quem sabe podia fazer um combinado com algum bar, restaurante, posto, etc... ou banheiro químico, se não tiver outro jeito;
Audax Rio: Isso é bem complicado. A padaria em questão nunca se opôs a receber qualquer pessoa pra ir ao banheiro. A negativa deles é uma novidade pra nós. De qualquer maneira o ciclista está num passeio individual e no audax urbano é até bem fácil de encontrar bons banheiros fora dos PCs. O mesmo não ocorre quando a prova é na estrada.

- Fazer um descritivo, além do mapa, mais detalhado de alguns pontos. Por exemplo, eu fiquei perdidinha lá perto do MAM / Aeroporto e até agora não sei se fiz o percurso correto até porque no mapa está marcada a via e não a ciclovia. Eu via que estava junto ao viaduto do Aeroporto mas tive que ficar procurando a saída da ciclovia para pegar a via de carros;
Audax Rio: A sugestão do descritivo, ou planilha, é boa, mas pra esta prova os atletas sabiam de antemão (sexta-feira) que a orientação seria via mapa e bikely. A rota foi divulgada com muitos dias de antecedência, o que não é prática comum nos clubes audax brasileiros, mas permite até treinar no percurso. A responsabilidade por se orientar é dos atletas e a organização deu subsídios suficientes para isso.

- Havia alguns erros no mapa do Bikely inclusive próximo a chegada, que estava marcada pela Rua José Higino e era pela Pereira de Siqueira. Eu só vi isso na hora por causa da pintura do Audax no chão da Conde de Bonfim e logo a seguir na Pereira de Siqueira. No mapa de papel essa rua está sem nome. Como cheguei a 9 minutos do tempo final, se eu fosse pela José Higino poderia ter perdido a hora...
Se quiserem ajuda na marcação de futuros mapas podem contar comigo pois é uma coisa que eu gosto muito de fazer e faço legal pois sou muito detalhista.
Audax Rio: O trajeto do Desafio era igual ao do Audax em vários trechos, mas a chegada era pela Conde de Bonfim virando na Pinto de Figueiredo. Esse erro é verídico. No entanto a Pereira de Siqueira não está na rota e sua mão é no setido inverso ao da prova.

- Rever a questão da ciclovia com a Prefeitura. Até Botafogo, pelo menos no horário que eu passei foi razoável, mas no Flamengo foi horrível. Os não-ciclístas simplesmente não respeitam a ciclovia e tinha até gente com isopor parado nela. O movimento de gente é tão grande que o risco de um acidente acaba sendo muito maior do que se estivéssemos na pista fechada do Aterro onde a área de escape é muito maior. Poderia separar uma faixa da pista para o Audax, sei lá...
Audax Rio: Isso é impossível. É determinação da PM e condição irrefutável pra darem autorização. A questão da ciclovia é uma dificuldade da cidade, como são os buracos, os motoristas mal educados...

- Esse Audax urbano podia ser fora do Verão. Os 100 até deu mas 200....
Audax Rio: O Brevet 300 km de 2009 foi realizado no inverno, no início de agosto, justamente por conta do calor do verão e os atletas pegaram mais de 35º C durante o dia... Lamentamos muito, mas calor é inerente ao meio ambiente da cidade e não podemos mudar isso.

Bom pessoal, acho que é isso.
Para finalizar gostaria de compartilhar com vocês a minha felicidade desta conquista que foi fazer esses 100km e sentir que posso fazer mais.
Abraços,
Reane

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Começa o Paris-Brest-Paris 2011



Com o lançamento do site específico pro Paris-Brest-Paris 2011 podemos considerar que o mais tradicional evento ciclístico do mundo já começou.
O ano de 2010 é o de treinamento, 2011 é o ano de se habilitar pra essa prova fantástica.
E aí? Vamos nos ver em Saint-Quentin-en-Yvelines em agosto de 2011?

Site Paris-Brest-Paris 2011

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Classificação mundial ACP 2009

O Audax Club Parisien divulgou o ranking de países que organizam Brevets. São 32 países que homologam seus Brevets e o Brasil está bem posicionado neste ranking.

Posição País Pontuação
1- USA 14067
2- Japão 11997
3- França 8830
4- Italia 5930
5- Autralia 5130
6- Brasil 4716
7- Alemanha 4688
8- Espanha 4176
9- Canada 3348
10- Russia 3120

Veja AQUI como é calculada a pontuação dos clubes e países, de acordo com número de brevets, brevetados e a km dos Brevets.

Veja o POST original no blog Randonneurs Brasil.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Pré-rota do Brevet 200 km de março

Há uma semana que a comissão organizadora do Audax Rio está trabalhando na preparação do Brevet 200 km de 14 de março.
A prova de estrada do nosso calendário terá largada em Niterói para seguir na direção de Saquarema.
Já temos uma rota pré-definida virtualmente, mas que será confirmada in loco num levantamento detalhado nos próximos dias.
Para quem já quiser conhecer a região do próximo Brevet basta clicar no link do BIKELY.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Relato da Sylvia Neta - Desafio 100 km

A Sylvia tem um blog e nos enviou o link com seu relato de como foi participar do Desafio 100 km.

Para ler clique AQUI.

                           Sylvia na chegada. Foto Thiago Silveira

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Relato Eduardo Bernhardt - Brevet 200 km

Fiquei na dúvida se mandava a mensagem ou não, mas naquele momento, depois de tudo o que passei, era o mais sensato a fazer. Orgulhoso (mas nem tanto), investi uns minutos escolhendo as palavras, peguei o celular e digitei pra Carol: "Meu corpo desistiu. Te amo". Foi ele que desistiu, não eu. Eram 18:40 e eu estava no meio da Estrada do Joá, com cerca de 160 km de prova.

 Meu resgate foi quase imediato e envolveu umas 7 pessoas e 2 carros. Marquinho pedalou minha bicicleta até São Conrado. Carol Souza me levou de carro até lá. A Carol e a Inglid ficaram comigo pra tentarmos pegar um táxi. Mas nenhum leva bicicleta. Acabei sendo resgatado pelo Pedro Zöhrer e a Luciana, que vieram lá da Tijuca. Muito obrigado a todos! Foram meus anjos da guarda.

Não completei meu sétimo Audax. Tudo bem. Meu placar indica que completei 4 e abandonei 3. É que esse esporte é difícil mesmo, mas independente do resultado gosto muito de participar.
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              Pedalando feliz o grande Audax urbano do Rio de Janeiro. Foto: Thiago Silveira
Parece que foi ontem que me interessei pelo ciclismo de longa distância e liguei pro Pedro Zöhrer perguntando pelo calendário do Audax no Rio. Era final de 2006. Em março de 2007 me inscrevi e completei, em último, com mais 3 amigos, o Audax 200 Niterói-Saquarema-Niterói. No mesmo ano tentei o 300 em Campinas, mas o sol forte me derrubou. Parei no km 100.
Em 2008, por oportunidade e um certo devaneio me tornei organizador. Arrumei um Audax 200 dentro da cidade, porque se é pra meter o pé na jaca, que sejam logo os dois pés! Não pedalei nenhum Brevet nesse ano, mas voltei em 2009.
Ano passado é que foi bom. Organizei e brevetei as 3 provas do calendário carioca, sendo uma de 300 km. Até hoje não caiu a ficha de que fiz isso. Mas caiu a ficha de que o Audax Rio não ia avante sob minha direção e nem eu ia conseguir pedalar provas mais longas. Ou pelo menos tentar.

Aí que entrou o Thiago e tratou o Audax Rio como devia: com profissionalismo. Grande evolução, diria até imensa. Obviamente que eu não ficaria fora dessa e me inscrevi no 'Novo Audax Rio'! O entusiasmo com a prova e com o prestígio dos ciclistas me cegou pro fato de não ter treinado. Que erro mais tosco! hahahahaha

Acontece que gosto mesmo é do fascínio de sair de manhã pra pedalar 200 km e encontrar outros 60 caras indo fazer o mesmo. E na largada esse fascínio virou emoção. Pra ter uma idéia da emoção eu tava ouvindo o Thiago dar as últimas orientações e quando ele deu a largada vidrei naquela galera pedalando e gritando... aí me toquei que eu estava a pé e que a minha bicicleta estava encostada numa parede, lá longe! Corri para pegá-lar e acompanhar o grupo. Que bom que filmaram a largada, pois é algo que vou querer rever.
Conversava com um e com outro, nem sabia a que velocidade eu ia e só fui me concentrar lá no Largo do Machado.
Adoro subidas e nas paineiras eu me senti em casa, encontrei um bom ritmo quando vi um sujeito parado com a bicicleta virada. Ofereci ajuda e a tal corrente presa entre o cassete e a roda nos deu uma surra de meia hora. Mas no fim ela perdeu, foi consertada e continuamos. Só que aí foi o Raul, amigo de Porto Alegre, que teve um problema. Ele estava atrás de mim num minuto e no outro tinha sumido. Parei e esperei, mas como ele não vinha desci 300 metros atrás dele. Roda empenada e freio travando. Aliviei rápido o freio dele e seguimos, pedalando muito e suando o dobro.
Continuei batendo papo com amigos nas Paineiras e no PC 1, mas dali em diante decidi que estava na hora de falar sério e fiz rápido o trecho entre o PC 1 e a Barra. A Niemeyer foi a última avenida em que pedalei acompanhado. Fui sozinho o resto do dia.
O PC 2 era um oásis, daquele que não se quer sair. Principalmente porque a Carol estava nele de voluntária!
Continuei, mas já sentia a pulga atrás da orelha. O cansaço era muito grande. Só o calor atingia um patamar mais alto que o cansaço. Dali em diante comecei a me arrastar e assim fui por todo o trecho. Parei várias vezes nas sombras e joguei duas garrafas de água mineral na cabeça. Nessas horas dava uma esperança de brevetar.
Pra chegar no PC 3 fiz mais esforço do que podia e já encostava no limite do horário.
A Kombi da Amazonas passou por mim na Salvador Allende. Perguntaram se estava tudo bem e eu disse que sim. Que mentira! Já não comia nada e até a água descia quadrada. Eu tava na merda! hahahaha
O horário era crítico no PC 3 e lá tinha uns 3 caras abandonando... mas eu queria continuar... Até onde desse. Ou até onde o vento contra deixasse um cara já fraco, desidratado e mal treinado insistir nessa prova de superação, também conhecida como insanidade, mas muito divertida.
Vale a pena continuar? Seria loucura? Estava na cara que seria dificílimo brevetar. O tempo não para. Eu abaixava a cabeça, cansado, pra tentar evitar o vento frontal. E aí eu 'vi' algo muito importante: minha bicicleta. Companheira fantástica, eficiente, confortável e, pra mim, inquebrantável. Vi e soube que muitos ciclistas tiveram problemas mecânicos, alguns com bicicletas bem melhores (e mais caras) que a minha. Ela não teve nada e olha que foi maltratada, pois vinha do Brevet 200 km de Porto Alegre e me acompanhou aqui no Rio sem revisão nem limpeza. Mesmo assim continuava me levando, impassível, me ajudando a manter uma média decente. Nossa ligação é enorme, foram muitas viagens e aventuras, e ela nunca 'reclamou' ou quebrou. Conclui que o barato seria curtir mais uma pedalada com minha máquina maravilhosa, até onde a curtição valesse a pena.
A diversão ainda durou até o Joá. E foi fantástico! Eu me sentia muito feliz, mas quando o cansaço começou a tirar o colorido do dia preferi parar por ali mesmo. Eu tinha pedalado 173 km naquele dia (13 km de casa até a largada). Nada mal. Nada mal mesmo.

O brevet? O brevet fica pra outra... ou não. Não importa.
Mas a emoção da largada, a curtição da pedalada, a satisfação pela longa jornada e aquele estado de espírito indescritível que só as grandes aventuras podem proporcionar... estes estarão lá.
Nos vemos na próxima!
Força no pedal.

Edu

Relato do Pedro Athos - Desafio 100 km

                Pedro em seu habitat natural: ladeira acima! Foto: Thiago Silveira
Já fiz o Desafio Urbano, com chuva e frio (2008), o Audax 200 na estrada, com calor infernal (2008) e, escolado, fui com a Turma conhecer o roteiro dos 200 km deste Audax.
Achamos o trecho da Estrada dos Bandeirantes o “ó do borogodó”: sem acostamento, muiiiiitos buracos e morrinhos (operação tapa-buraco ou é faz morrinhos?), trânsito infernal com muitas vans e ônibus. Para complicar mais, uma das bikes foi atropelada por um carro, sem maiores danos, felizmente, para o colega (salvo o fato de não conseguir mais trocar as marchas traseiras – imaginem só a subida do Joá! ).
Eu que estava convicto em fazer os 200, fiquei em dúvida, mas decidi em função da Turma e da alteração do roteiro que encurtou o trecho na Estrada dos Bandeirantes.
Infelizmente apareceu o imprevisto: intoxicação alimentar ocasionando diarréia desde a madrugada de terça-feira até a noite de sexta-feira anterior ao Audax. Resultado: em vez de macarronadas para armazenar calorias, regime na base de sopa e soro, além da perda de energia e sais, principalmente potássio.
Apesar dos conselhos para desistir, resolvi fazer o Desafio 100 km, percurso mais light e quilometragem similar compatível com nossos passeios domingueiros. Da nossa Turma (Tribo Rio Bike), três fizeram o Audax e dois o Desafio.
Enfim a prova: bike revisada (suspensão e caixa de direção novas), intestino funcionando normalmente e parti para o desafio.
Subi bem a Rua Alice e, sentindo que estava legal, apertei os pedais na subida mais forte da prova, isto é, Paineiras. Passei muitas bikes e fui ultrapassado por poucas neste trecho. Afinal, tinha que aproveitar a minha melhor qualidade: adoro subidas íngremes na Floresta e não gosto de altas velocidades no plano e no sol.
Tudo correndo bem, até que já descendo após o cruzamento do Sumaré, numa curva, avisto alguém que tinha caído. No embalo passei e tive que retornar. Aí reconheci o Edson, do nosso Grupo, e vi que o tombo foi feio. Muito machucado nas costas, feridas nas pernas e mãos, e a speed com o guidão torto.
Em seguida chega Maurício, outro tribal (o mais “brevetado” do Rio!). Edson reclamando de dor e com medo da clavícula (com implante de placa devido queda no ano passado). Insistimos para ele desistir, mas ele garantiu que dava para ir até o Postinho. Desentortamos o guidão e fomos lentamente devido ao esforço (e a dor) que se faz para frear uma speed descendo.
O médico da Ambulância, no Postinho, fez os testes e disse que não dava para confirmar a quebra sem raios-X. Aconselhou a, na dúvida, parar e ir tirar a chapa e mandou o enfermeiro fazer os curativos.
E o cara, teimoso feito mula velha, resolveu que dava para continuar. Sem como fazê-lo mudar de idéia, partimos. O pior eram as descidas, nas quais gemia de dor. Na da Vista Chinesa ele queria ir andando, mas não deixei (maldade minha): se não dá para descer é melhor desistir, pois não conseguirá pedalar 200 km. Desceu de bike!
E lá fomos indo, eu de escudeiro (ele não conseguia virar o pescoço), alertando quem nos ultrapassava e avisando quando ele poderia mudar de lado da pista/rua, aproximação de carro etc.
Chegando finalmente na Praça do Ó (9h56m), tentei convencê-lo a voltar comigo fazendo os 100 km do Desafio. Ele nem quis saber e partiu dizendo que estava melhor e que conseguiria completar os 200.
Restou-me desejar boa sorte, fui para o PC onde encontrei o Alexandre (outro da Tribo) e saímos rapidamente, pedalando forte em ritmo de recuperação. Nunca escalei (aquilo não é subida!) tão depressa o Joá.
Apito na boca durante todo o trajeto nas ciclovias, tentando ir rápido ao meio da multidão indolente (que não entende o que é ciclovia) curtindo o verão 40º (só isso?).
Saindo do PC dos Arcos, começo a sentir aquelas fisgadinhas avisando que a esperada dona cãibra (fruto da diarréia, lembram?) estava chegando. Mudo o ritmo e a pisada no pedal e sigo em frente. Quase no final da Rua Mem de Sá avisto dois desafiantes indo direto para a Presidente Vargas, em vez de pegarem a Frei Caneca. Apito tentando alertá-los do erro, mas não ouviram.
Os sinais da cãibra passavam de uma perna para outra e cada vez mais freqüentes. Na Tijuca viraram realidade, mas deu para continuar após paradas bem breves.
Na José Higino, parada mais longa: a perna direita travou. Continuando, novo travamento, agora na esquerda. Parada não tão longa, pois já estava vendo o Shopping e a adrenalina ajudou a recuperação.
Finalmente, cheguei às 12h4m.
Preocupado com o Edson, fui para casa de metrô e parti de moto para o PC do Leblon para saber notícias. Ele tinha ligado perguntando que hora fechava o PC. Não demora muito aparece O Figura pedalando todo encolhido para tentar diminuir a dor, muito cansado e obstinado: vou conseguir!
E conseguiu: chegou às 18h31m. Maurício o levou para um hospital na Tijuca e veio a confirmação: clavícula quebrada perto da placa implantada no ano passado). Aí pergunto: herói ou maluco? Ou ambos? Ou apenas mais um doido por bike?
Em tempo: todos os membros da Tribo “gabaritaram” a prova e o Eryck por pouco não chega com o primeiro pelotão nos 200 km (furou pneu no túnel do Rio Sul, outro na Lapa). Marcos também brevetou, de MTB e pneu biscoito.
Parabéns aos responsáveis pela organização e um especial agradecimento ao pessoal dos PC´s que, voluntariamente, prestaram atendimento/apoio/incentivo nota dez, verdadeiros “profissionais amadores”.
Pedro Athos.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Relato do Ivan Rolim - Brevet 200 km


Nós, da equipe megariders, resolvemos participar do Audax 200 urbano de 2010, com muito entusiasmo.
Pedalamos muito sozinhos e sem apoio, e o Audax sempre nos deu mais ânimo e forças de buscar superações, manter contato
com outros atletas e fazer vários amigos.

Como sabíamos que seria o Audax mais esperado de todo o Rio de Janeiro, onde haveria a participação recorde de 117 ciclistas,
saí de Cachoeira Paulista, de ônibus (4h de viagem), pois não moro no Rio no momento, e fiquei na casa de parentes,
acordando às 4h (dormi às 1 da manhã) e preparando todo o aparato, para ir, com Bruno Bernardo, até o Shopping Tijuca,
pedalando (10km), como forma de aquecimento. Encontramos o Marcus Cavalcanti, Designer, e fomos todos à largada.

No Shopping Tijuca, todos faziam suas vistorias, e aguardavam o momento da partida. Arthur, da FECIERJ, chega a erguer a bandeira. 
Víamos a bandeira, marcando a largada, enquanto a pick-up batedora seguia à frente, e 3 ambulâncias, atrás.
Foi emocionante essa fase para nós!

O trecho mais perigoso era da Tijuca até a Av. Rio Branco, devido a muitos cruzamentos e pistas de várias faixas.
Na Rio Branco, o carro batedor seguiu em maior velocidade, liberando todos nós, ciclistas. 
Era magnânime ver tanto ciclista, com saúde, alegria e força, em toda a avenida do centro carioca. O domingo era nosso!

Mas, momentos depois, vimos um acidente entre os ciclistas do pelotão do meio, na mesma av. Rio Branco, sem gravidade. 
Todos redobraram a atenção. Já marcava 28°C.
Seguimos pela Presidente Wilson, e no entorno do flamengo, entrando na Correa Dutra. Subimos paineiras
em um bom ritmo, e pegamos o PC1 sem fila, mas tudo iria piorar lá na Barra: o sol intenso que iria dar naquele dia.

Pedalei junto com Marcus, que me acompanhou bem, por toda a Barra, Recreio, avenida das Américas, e voltando por ela novamente, até o Autódromo, Bandeirantes, e , enfim, a volta até a Tijuca.
Bruno Bernardo havia ficado com outros ciclistas, e mantinha sua força, já que trabalhou até sábado, e não havia treinado o bastante.
Mesmo assim, mostrou garra neste audax.
Até a Av. dos Bandeirantes, vimos diversos buracos, ônibus ‘tirando fina’, e inclusive pessoas sem camisa ‘estranhas’, a caminhar. 
Em certos trechos, preferimos aumentar a velocidade, em até 30km/h, forçando as pernas. Depois, vimos que foi uma má idéia.
Houve momentos em que kombis ficaram nos dois lados da pista, obstruindo o trânsito.

Marcus, em um dos buracos, teve rompido o cabo do câmbio trazeiro. Como não tinham alicates, regulei o câmbio, usando a chave allen, para que, ao menos, o K7 ficasse na coroa do meio, assim Marcus poderia subir sem empurrar.

Com sol de até 37 graus (marcando nos termômetros), cuja sensação passou dos 40 graus (o vento contra era praticamente 
‘bafo quente’, não ajudando em nada no resfriamento), nós, até mesmo com belos ‘banhos’ em lava-jatos, persistimos até o fim.

Eu tive que tomar vários banhos e até mesmo comer gelo. Estava muito quente, para quem costuma pedalar no frio.
Vimos ciclistas pondo as cabeças dentro de refrigeradores com bebidas, água e gatorades. Vimos inclusive gente indo tomar banho no mar.
Cheguei a falar que, agora, eu estaria pronto para correr no saara.

Para os megariders, sabemos que esta foi, dentre todas as viagens, a mais quente de todos os tempos, 
desde quando começamos os megarides, em 2005, com a idealização de fazer difundir-se o ciclismo de longa distância, mesmo sem recursos.
Bruno Bernardo passou mal em alguns trechos. Ele chegou a ficar sozinho.
No fim da prova, ele teve princípio de desmaio no shopping, mas foi atendido 
(ficou pálido, devido à perda excessiva de sal corpóreo). Muitos ciclistas tiveram que parar em bares, 
cantinas, padarias e restaurantes, até mesmo o Habibs, na Av. das Américas, para ficarem até meia hora no ar condicionado. 
Foi uma prova de sobrevivência, em pleno forte verão carioca.

Houve erros de percurso. No caso de nós (megariders), erramos 2 trechos. Mesmo com o mapa, não entendemos bem as placas de
VARGEM GRANDE, na Av dos Bandeirantes, e pedalamos 4km na estrada errada, tendo que voltar ao mesmo tempo (aumentou em 8km).
O segundo deles, foi no fim da barra, onde pegamos a passarela para ir ao Joá, ao invés de embaixo do viaduto.

Cheguei com Marcus às 17:37. Uma hora antes havia chegado nosso amigo Paulo Albuquerque, com uma ótima performance. Bruno chegou 1 hora depois, seguido por Sebastião Wilson,
conhecido da turma da Kraft Bikes e que fez diversos audax ainda maiores.

A hora limite era de 19:30, assim, todos esperavam, ansiosos, pela chegada dos que ainda pedalavam, nós, inclusive.
Embora a intenção seja chegar até o fim, no tempo previsto, e não competir, a primeira colocada foi uma ciclista de speed, 
que encarou a insolação e os buracos da Av. das Américas, Av. dos Bandeirantes e Av. Mem de Sá (centro e Tijuca) com total maestria!

Neste tipo de prova, realmente é preciso simular o percurso e treinar dias antes, para enfrentar o sol e já ir preparado para o trânsito.

A quilometragem total foi de 208km.
A média, envolvendo as pedaladas, foi de 23km/h, e a média geral, contando paradas e banhos, 18.1km/h. 
Houve muitos aprendizados.

Um abraço a todos!
O vídeo da cobertura do audax (10min) está na página do Ivan no Youtube. Clique AQUI para assistir.

Relato do Alan Marra - Brevet 200 km


                 Alan na chegada do Brevet 200. Foto: Cezar Barbosa

             Desde 2007 quando tomei conhecimento do Audax que venho flertando com ele. Naquele ano, parti de Itacoatiara com mais 3 amigos em direção à Saquarema. Não estávamos inscritos e sabíamos que não teríamos condições de completar a prova, mas estávamos lá para pedalar... Foi a 1a vez que pedalei uma distância como aquela. Chegamos em Saquá mortos e um ônibus nos trouxe de volta. Pronto, definitivamente os longos pedais "entraram" no sangue e na mente.
              Os anos de 2008 e 2009 não me permitiram participar de nenhum Audax, pratiquei pouco montanhismo, engordei, minha pressão subiu... Porém, no fim de 2009 ajudei a organizar um evento sobre cicloturismo e fiz mais um amigo: Edu Bernhardt. Por ele, soube desse Audax 200km em janeiro. O primeiro pensamento foi: "Esquece Alan, você está igual a uma roda de bike, ou pensando melhor, uma Skol: REDONDO". Houve mais pressão de outro amigo, o Leandro Pestana, grande companheiro de bike e de montanhas, o que significa companheiro de "perrengues"!
              Nós montanhistas temos um lema que diz: "escalada só se desmarca na base". Portanto, não podia desistir de véspera de um desafio de ciclismo, no qual meu único adversário era eu mesmo. Quinze dias antes da data fechei a boca, intensifiquei minha natação. Reduzi um pouco o peso, mas nada demais. Na semana da prova fiz dois pedais de 20km cada... Isso mesmo, VINTE km cada... Pronto, me sentia preparado, pois segundo o próprio Edu, "o Audax é 30% físico e 70% psicológico". Meu treino era falho, eu sabia, mas confiava no "psicológico", já tanto testado nas montanhas.
              Devido à ansiedade, quase não dormi na noite anterior, tendo apenas 3h de sono... A minha esposa até falou: "Vai ficar rodando na cama a noite inteira, é?". Detalhe, ela também acordaria às 4h da madrugada para ser voluntária nesse Audax. Às 5:30 chegamos ao local da largada. Pronto, era chegada a hora. Parti com alguns ciclistas desconhecidos na rabeira do pelotão. O corpo se adaptando à bike, a mente projetando o caminho a percorrer, imaginando como seria chegar ao final... Ou melhor, em que estado chegaria ao final, se chegasse, claro.
              Subimos a Rua Alice em direção às Paineiras e foi mais tranquila que pensava. Já tinha ouvido relatos sombrios dessa subida e imaginava que a subida até as Paineiras seria o pior do trajeto... Ledo engano, pois o pior estava por vir...
              Uma parada nas duchas das Paineiras para refrescar e logo em seguida PC1. Banana, guaraná natural, água. Rumo ao PC2 via Vista Chinesa, uma subidinha leve, na sombra, deliciosa. Nesse ponto, para mim, aconteceu um dos fatos mais marcantes desse Audax. Uma jovem senhora empurrando a bicicleta e apertando sua buzina para alertar os amigos que não a escutaram. Ela estava cabisbaixa, um pouco triste. Perguntei se estava precisando de ajuda e ela me respondeu que sim, pois o pneu traseiro dela havia furado e ela se distanciou do seu grupo. Ela tinha câmara reserva, apenas uma palheta (é necessário no mínimo duas para uma boa troca), não sabia trocar o pneu e também não tinha bomba. Devia estar imaginando o fim do desafio. Parei e ajudei-a. Ao terminar a troca e verificar que estava tudo bem com a roda e freios seguimos juntos conversando. Eu via nos olhos e no sorriso dela o retorno na esperança de concluir o desafio de 100km que estava inscrita. No fundo eu torcia por isso, pois com o pouco que conversamos ela se mostrou uma pessoa humilde e de bom coração. Merecia terminar, independente da hora. Ela já passou por uma cirurgia no joelho que a impede de correr (sua paixão), tem uma situação financeira difícil que a impede de se tratar adequadamente e ainda assim apresentava uma vontade imensa de pedalar 100km nas ruas do Rio... "Vitoriosa desde já", pensei comigo. Abaixei os olhos, observei a roda girando... Ou seria o mundo?
              Seguimos juntos por todo o restante da Estrada da Vista Chinesa, quase "beijamos" a lateral de um carro que manobrava em frente à Cachoeiras dos Macacos, pois descíamos voados para recuperar o tempo perdido. Fomos juntos até a Niemeyer, conversando sempre que o trânsito permitia. A partir daqui tive que acelerar para chegar a tempo no PC2. Felizmente havia outro ciclista do Desafio 100km nesse ponto e provavelmente eles seguiram juntos, mas não sei dizer... Infelizmente não pude pedalar por mais tempo com eles.
              Chegando à Barra ainda peguei a ciclovia vazia. Tranquilo e rapidamente cheguei ao PC2, no Recreio. Lanche rápido, descanso de quinze minutos, fraternidade entre os voluntários... Me enturmei com mais cinco ciclistas e partimos. Nesse trecho entre os PC's 2 e 3 do Audax, provavelmente seria o ponto mais "fácil" para desistir, pois eu passaria quatro vezes próximo de minha casa...
              Aqui aconteceu o segundo momento importante do desafio. Em uma das bifurcações, ao berrar para alertar uma ciclista que insistia em usar fones de ouvido, pedalava rápido e que não havia estudado o trajeto (era o segundo erro de trajeto dela em menos de 3 km depois do PC2 que presenciei), minha mão molhada escorregou do bar-end, acertei o antebraço no guidão, a coxa no quadro e quase caí. Por sorte os pés saíram do pedal e me seguraram. Nada grave, a não ser a dor e um "aviso" do que poderia acontecer se estivesse desatento devido ao cansaço. Felizmente essas ciclistas se distanciaram...
              Uns 3km à frente, 20m antes de um ponto de ônibus escuto o barulho de um deles chegando perto, olho para o lado e já estava sendo ultrapassado. Olho para frente e vejo um passageiro fazendo sinal... Pensamento óbvio: "Fudeu!!! E agora?" Rapidamente desviei para passar por trás do ponto de ônibus, mas estava a uns 25km, numa curva fechada, de pneu liso e tinha areia como piso... Resultado: chão!!! Dei uma bela ralada na batata da perna (7cm de diâmetro), ficando em carne viva, daquelas bem esbranquiçadas... Como a adrenalina e a endorfina estavam à mil no sangue, quase não senti dor, apenas uma ardência devido ao suor. O Otoch que vinha logo atrás com a sua reclinada e assistiu a tudo de camarote, parou e me perguntou algo do tipo: "Está tudo bem?", eu respondi que sim, mas ele viu o tamanho do machucado e me fez a pergunta crucial: "Vai parar?". Numa fração de segundo, passei a mão protegida com a (santa) luva e cheia de poeira por cima da ferida, olhei o entorno do bairro (estava há apenas quatro quadras de casa!), olhei o ciclocomputador marcando 85 km e respondi: "Não! Vou continuar.". A partir desse ponto estava claro para mim: não seria de graça e parte dos meus pagamentos já começavam a ser debitados. Dali para frente eu e Otoch seguimos todo o trajeto juntos, eu com meu machucado e ele com seu raio quebrado e roda empenada (um raio traseiro dele estourou logo no primeiro km da pedalada, e ele seguiu mais 199 km assim).
              E como tudo que está ruim ainda pode piorar um pouco mais, o calor que emanava do asfalto da Av. das Américas era algo em torno de 60 graus Celsius. Sem sacanagem, eu me sentia pedalando numa chapa de hamburguer!!! Imaginava a hora que o pneu explodiria... Foi o pior intervalo entre PC's. Suportamos a dor, as câimbras rondando os músculos das pernas e costas, a insegurança de uma roda bamba em locais ermos, o insuportável calor, os infinitos buracos da região de Vargem Grande... Enfim, PC 3. O desgaste era tamanho que não descia nada. Só água, e mesmo assim pouca, pois o estomâgo não cabia mais de tanto que bebi para diminuir o calor. Com muito sacrifício comi alguns pedaços de melancia gelada, molhei o corpo com gelo do isopor de água do PC, o pessoal da ambulância de apoio fez uma assepsia na perna e descansei não mais que 15 minutos. A Claudia, minha esposa, chega perto me olhando com pena do meu estado geral e pergunta: "Vai parar?". A resposta foi a mesma que dei para o Otoch 80 km atrás e complementei: "Já vim até aqui, mais de 140km pedalados, falta pouco mais de 50km. Quando eu chegar no final, te ligarei para colocar as cervejas no congelador e comemorarmos!"
              Saí do PC 3 achando que o que faltava era moleza, Barra-Centro-Tijuca, via orla. Afinal, 3/4 da prova já tinham sido feitos e faltava pouco. Lembra da frase que dizia que podia piorar um pouco mais? Pois é, piorou. Um forte vento contra, vindo do leste não deixava a velocidade passar de 17km/h na ciclovia da orla. Cézar, Otoch e eu chegamos no início da Barra exaustos e tomamos um Redbull (quem sabe ele não nos daria asas?) para subir a última grande subida do dia, a Estrada do Joá. Não consegui subir tudo. Empurrando a bike fazia 6 km/h, pedalando 4 ou 5 km/h, escolhi empurrar. No topo estava o Cézar com a máquina na mão flagrando a "derrota". Agradeci pela espera e partimos rumo ao PC4 no Mirante do Leblon. Chegamos com o tempo quase estourado. Mais guaraná natural (argh! já não aguentava mais o gosto), pois a água tinha acabado.
              Voamos e berramos ao longo de toda a ciclovia, tirando os pedestres que insistem em flanar por ali. Perdemos o PC5 da Lapa, mas teríamos o brevet se completássemos dentro do tempo. Faltava pouco mais de meia hora para o encerramento da chegada. O Cézar já tinha disparado, o Otoch estava exaurido, eu também, então virei para ele e disse: "Vou puxar, falta muito pouco.", ele me responde: "Manda ver que te acompanho.". Partimos tirando forças não sei de onde, em frente à praça Afonso Pena, na Tijuca, pergunto a hora à uma senhora que caminhava: 19:20. Horário limite: 19:40. Vinte  minutos nos separava do fim, pensei comigo mesmo: "Calma, atenção, não faça besteira. Você vai completar".
              Chegamos na Praça Saens Peña e o Otoch disse: "Estamos com a mão na taça!!!"; eu respondi: "Falta apenas duas esquinas.". Por fim chegamos faltando apenas 5 minutos para estourar o tempo... 13h 25min de tempo total. O pessoal da ponto de chegada nos cumprimentou, trocamos apertos de mão e cumprimentos. Uma das meninas do PC (não sei o nome dela) me trouxe uma medalha, colocou no meu pescoço, abriu um sorriso e disse: "Parabéns!". Eu agradeci e fiquei pensando que esse gesto dela com todos os "audaxiosos" sintetizava todos os apoios, todas as forças, todo o companheirismo que essa prova reúne, tanto entre os ciclistas quanto com o pessoal de apoio. Deixo meu muito obrigado a todos os voluntários.
              Havia terminado. Quase inacreditável! Mal consegui assinar meu nome na ficha dos horários. Cumprimentei mais uma vez meu companheiro de duros quilômetros, parabenizei-o pelo feito. Ele retribuiu. Minha ficha ainda não tinha caído. Liguei para casa e mais festa ao telefone. A cerveja e a esposa já me aguardavam. Eu estava são, vivo e salvo.
              Se bem que sanidade não combina com Audax...
              Alan Marra
PS: Na chegada não conseguia lembrar o nome da senhora que ajudei, meus neurônios não estavam em bem. Tinha dúvidas se ela teria conseguido terminar. Para minha surpresa, ao ler o blog hoje (20/01) vi seu nome lá: Calmira. Parabéns Calmira!! Você é uma guerreira!! Obrigado por partilhar comigo em alguns quilômetros a sua simplicidade.

Relato da Ana Moraes - Brevet 200



Parabéns pela organização, perfeita! Fiquei muito feliz até porque levei minha amiga maratonista para fazer o desafio pela primeira vez, nunca tinha feito um audax, estava preocupada com a organização, pois qualquer falha poderia ter causado um trauma. É uma prova dificil, mas graças a Deus foi tudo óóóótimo e ela adorou. Com certeza vai fazer outros. Pra mim foi tudo de bom até porque os dois que já fiz não cheguei legal. Acho que foi porque estava de speed. De mountain bike foi muito confortável,conseguiria pedalar mais 100km com certeza. Lógico que com esta organização e o alto astral da galera dos pcs! Esses meninos que estão na foto são ótimos, super animados. Pedalamos a maior parte juntos, gostaria de fazer contato com eles. Adorei a bike de netuno muito original, parece que estava no fundo do mar a séculos, cheia de conchas agarradas nela, demais! Fiquem com Deus e continuem semeando saúde e ajudando as pessoas, demolindo seus muros interiores. Eu falo isso com toda certeza pois quando fiz o primeiro audax tava muito mal de cabeça, tinha terminado um casamento de 23 anos. Apesar de toda dificuldade que passei nos 200km em 2007, consegui me fotalecer, me superar, transformar as dificuldades em força interior. Obrigado por tudo! Pessoas como vocês sempre serão iluminadas por Deus.
Ana Moraes

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Relato do Renato Bezerra - Brevet 200


Abri meu e-mail e lá estava uma mensagem vinda de um grupo desconhecido para mim: Audax Rio. Li e entrei no site. Imaginei como seria eu andar 200 Km de bike pelo melhores points dessa cidade. Aí resolvi: vou fazer! Sozinho, seja como for...
Sou professor faixa preta de jiu jitsu (43 anos) e pensei como me preparar para essa aventura. Aí comecei a ir do méier para copacabana de bike, treinava mais ou menos umas 3 hs de jiu Jitsu e depois voltava morto de copacabana ao méier pedalando. Fiz isso durante 15 dias até a última quinta feira antes do evento.
Chamei várias pessoas para fazer a prova comigo, atletas, jovens. Ninguém se aventurou.
Chegou domingo, conheci um participante na reunião na sexta e marquei com ele no méier às cinco da manhã. Ao chegar lá tinha mais 3 participantes. Pedalamos até a Tijuca e chegamos para a prova.
Partimos, acompanhando o carro guia. Pessoas maravilhosas, astral elevadíssimo, comecei a me sentir muito bem. Pensei: estou acostumado a competições de jiu-jitsu onde você fica "fechado", concentrado e essas pessoas aqui às 6:00 hs da manhã rindo, feliz e sabendo que ficariam quase o dia tudo pedalando. Que oportunidade ótima eu consegui para eu poder "brincar", esquecer de problemas e ao mesmo tempo me desafiar, superar meus limites. Começou a prova!
Eu e meu novo amigo começamos a pedalar juntos até a subida da rua Alice. Eu não tinha estratégia nenhuma para a prova, não tinha a mínima idéia de que ritmo levar. Comecei a subir e estava me sentindo muito bem , fui embora e quando me dei conta meu amigo tinha ficado muito para trás. Tentei diminuir o ritmo , mas eu tava tão bem que resolvi continuar e esperá-lo no PC 1. Cheguei no PC 1 carimbei meu passaporte e "ralei", tava animado e não queria parar .
Fui muito bem e parei para reabastecer no PC dos 100 Km na praça do Ó. Aí notei que estava com um dos raios da roda traseira quebrado. Ajeitei ele e parti em direção ao PC 2 no Recreio. Quando cheguei na ciclovia da reserva encontrei mais 2 participantes e me agrupei a eles. Notei que pelo mal estado da ciclovia eu já tinha perdido mais dois raios e as coisas começaram a se complicar. O fator imprevistos tinha começado. Chegamos no PC 2 e como eu já tinha parado na praça do Ó, não pracisava de muito tempo no PC, carimbei meu passaporte e fui! Na rua do canal para pegar as Américas encontrei mais uma dupla de participantes, mas o ritmo deles quando entrou nas Américas era muito forte e não consegui acompanhar. Ali começou para mim o início da superação na prova. O calor começou a torturar, parei para passar o protetor solar e verifiquei a minha roda traseira estava sem quatro raios. A roda parecia um oito! Ainda bem que minha bike tem freio a disco, senão não terminaria.
Quando cheguei na rua do autódromo estava mal, com muito calor, uma roda totalmente empenada e comecei a ter uma sensação de câimbra na perna direita. Tive que parar, alonguei e verifiquei o mapa. Nisso passa mais um grupo de três. Minha salvação! A força que precisava. Eles diminuíram o ritmo para eu acompanhá-los e me "puxaram" até a estrada dos Bandeirantes, lá antes de chegar no final dela eu tive que parar no posto para reabastecer , minha água tava no final e tinha que me alimentar. Eles seguiram e eu fiquei, olhei o relógio, a cronometragem e vi que deva para eu parar uns 15 min, portanto fiquei. Comi minha banana passa, meu carboidrato, meu isotônico e recomecei.
Cheguei no PC 3, carimbei, parei mais uns 5 minutos e fui. Quando entrei na ciclovia da reserva, aquele calor e o vento contra que parecia que eu estava subindo uma ladeira. Aí me arrebentou. Senti novamente câimbras na altura do pepê, mas não parei. Coloquei numa marcha bem pesada e fui. Quando entrei na subida do Joá um grupo me chamou, eles estavam reabastecendo. Parei e tomei uma bela e estupidamente gelada coca cola. Verifiquei minha roda traseira. Estava com seis raios quebrados e falei vou terminar! Vou terminar! Comecei a subir o Joá quase andando. Tava morto. Meu corpo não conseguia mais se ajeitar na Bike. Minha sapatilha tava me matando .Consegui chegar no PC do Leblon. Aí a boa vontades de vocês organizadores, dos vonluntários foi uma "coisa" de tal forma que me surpreendeu e me motivou para terminar a prova. Um companheiro, que ele me desculpe, pelo cansaço eu não lembro o nome dele, praticamente me adotou e fez todo o resto do Circuito comigo, me dando força e principalmente mantendo o meu ritmo. Consegui finalizar a prova e me colocar nos 300 Km, que com certeza e espero estar lá.
Tenho que parabenizar vocês organizadores e voluntários que agiram com dedicação, responsabilidade, segurança e, principalmente respeito por todos os participantes desse magnífico evento. E imagino a maratona que tiveram que fazer para a realização desse evento que ficará marcado em minha vida. Valeu!!!!!!!!!

Renato Bezerra.

Fotos do Thiago Silveira



Mensagem do Thiago com o Link para as suas fotos:

"FOTOS DO AUDAX RIO URBANO 2010 realizado em 17 de Janeiro de 2010: (total de 428 fotos)

Todas as fotos ja estão disponiveis para download na
minha página no 4shareddentro da pasta "55 - Audax Rio Urbano (17janeiro2010)"

Lá é só clicar na fotos desejadas e depois no botão 
Download Now 

Se quiser comprar alguma foto, revelada em tamanho 10X15, é só me mandar os números dos arquivos (DSC00XXXX)  preço: R$ 3.00 (cada)

Parabéns aos participantes e organizadores, foi o Audax mais bem organizado e estruturado que eu já vi.

abçs e bjus, Thiago Silveira."

Relato do Vinícius - Brevet 200

Leia AQUI o relato do Vinícius que largou e brevetou o Audax 200 no domingo.

Peço a todos que tiverem fotos e relatos que nos enviem pra publicarmos no blog.

Resultados do Audax 200 urbano janeiro 2010

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Primeiras fotos

O audacioso Christiano Goulart enviou o link do seu álbum de fotos. Quem quiser fazer o mesmo envie para o e-mail audax.riodejaneiro@gmail.com. Relatos também são muito bemvindos.

Veja o Álbum do Christiano.



                                       Foto: Christiano Goulart

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Lista final de Inscritos Audax 200

Na lista final de inscritos no primeiro Audax Urbano do Brasil, quiçá do mundo, vemos um número recorde de inscritos para o estado do Rio de Janeiro e muitos nomes novos, o que mostra uma renovação do Audax Rio e o aumento do interesse, certamente fruto do aperfeiçoamento da organização, mas sobretudo pelo efeito audax nos ciclistas cariocas. A prova é fascinante e certamente a tendência é que quantidade de ciclistas e a qualidade das provas sejam cada vez mais um indicador de um belo futuro do ciclismo de longa distância no Rio de Janeiro.

ATENÇÃO: Se você já se inscreveu e seu nome não aparece na lista entre em contato com audax.riodejaneiro@gmail.com.
1 Alan Rene Marra Júnior
2 Alberto Soares Corrêa
3 Alexander Teixeira Artemenko
4 Alexandre Correa Valpassos
5 Alexandre de Carvalho Ferreira
6 Alexandre Gaspar Ribeiro
7 Ana Lucia da Silva Moraes
8 André Constantin Feliz de Souza
9 André Gustavo Pinto Ribeiro
10 Bruno Oliveira Bernardo
11Bruno Pereira Alves de Queiroz
12 Carlos Albano de Lima Pereira
13 Carlos de Barros Fernandes
14 Carlos Roberto F. Antunes
15 Cezar Augusto Pinheiro Barbosa
16 Christiano Goulart
17 Cláudio Guilherme Almeida de Souza
18 Claudio T. Benevento
19 Clemar João Martins Lessa
20 Cristiano Cardoso
21 Diogo Luiz Montagner
22 Edson Landim de Almeida
23 Eduardo Dávila Bernhardt
24 Eryck Palacio Machado
25 Everton Ferreira Jordão
26 Fausto Silva Filho
27 Felipe de Albuquerque Gomes
28 Francisco Otoch Filho
29 Gelcio Luiz Quintella Mendes
30 Ivan Armond
31 Ivan Linhares Rolim
32 Jefferson Calixto
33 José Carlos de Seixas Filho
34 José Mauricio Cosenza Fernandes
35 José Ricardo Silva Tavares
36 Juliana M.M. Goersch Nogueira
37 Leonardo Fernandes de Araújo
38 Letícia de Castro Fernandes Bosco
39 Luiz Fernando Poyares de Albuquerque
40 Luiz Roberto Ventura Campos
41 Maicon Gonçalves Lisboa
42 Manuel Carlos Rocha Durand
43 Marcelo Tavares Golegã
44 Marco Roberto Pereira Trindade
45 Marcos Morgan Loureiro
46 Marcus Vinicius C. Barbosa
47 Marina Penido Burnier
48 Marinaldo Santos Silva
49 Mario Missagia
50 Maurício Helman
51 Natalie Schweber
52 Paulo Cesar da Costa Correigido Junior
53 Paulo José Rodrigues de Albuquerque
54 Pedro Augusto Cortes Xavier Bastos
55 Rafael Gigante Gandres
56 Ramon Goersch Nogueira
57 Raul Sanvicente
58 Renato Bettim
59 Renato Bezerra de Souza
60 Ricardo Cunha Michel
61 Roge Valle Serrão
62 Sebastião Wilson de Araújo
63 Silvia Regina Leite de Mello
64 Tatiana Ribeiro da Costa Sampaio
65 Thiago Vacelico de Oliveira
66 Valtemir Carlos dos Santos
67 Vinícius Gusmão Pereira de Sá
68 Welliton Carius de Oliveira

Lista final de inscritos Desafio 100

É com imensa satisfação que publicamos a lista final de inscritos no Desafio 100. O número de inscritos é recorde em Desafios no Rio de Janeiro. Os Desafios são importantes formadores de ciclistas de longa distância, mas não significa que seja uma prova de iniciantes.Alguns estados realizam estas provas e contam com a participação de ciclistas bem experientes. Não será diferente no Rio de Janeiro. 
Não importa a distância, os 100 kms serão 'desafiadores' para todos e apenas topar essa parada já é digno de louvor. 
Todos são vencedores e no domingo hão de receber os louros da coragem de participar do Desafio 100km urbano do Rio de Janeiro!

ATENÇÃO: Se você já se inscreveu e seu nome não aparece na lista entre em contato com audax.riodejaneiro@gmail.com.

1 Adriana Gabriela Borges
2 Adriana Lustosa Gaspar
3 Afonso Menezes de Souza
4 Alexandre Sares de Medeiros
5 Andre Luiz Mendes da Silva
6 Armando Machado Goncalves
7 Arthur Soares de Oliveira
8 Caio Alexandre da Silva
9 Calmira Ribeiro de Fontes
10 Carlos Santiago Rangel Lima
11 Cláudio de Oliveira Boechat
12 Claudio Luiz Ribeiro Freitas
13 Daniel Uram
14 Davidson Bernardes Cardoso
15 Elizabeth da Silva
16 Érica Sepúlveda Alcântara
17 Gabriel Loureiro dos Santos
18 Guilherme Augusto Gomes Carneiro
19 João Sicsú
20 José Roberto Duarte Simas
21 Julio Ribeiro da Silva
22 Leonardo Barizon Martins
23 Leonardo Palermo Ferreira
24 Luiz Angelo Leje Lima
25 Luiz Henrique Tavares Rosa
26 Marcelo Almeida Sampaio
27 Marcos de Arruda Nicolaiesky
28 Mario Missagia
29 Mauro Limoeiro
30 Mônica Maria Ferreira da Costa
31 Nei da Silva Esteves
32 Neylor Bahia Soares
33 Olmiro Jorge Tosta Paranhos
34 Patrícia Romano
35 Pedro Setti Perdigão
36 Rafael dos Santos Rodrigues
37 Raphael Loureiro dos Santos
38 Reane Vianna
39 Reginaldo Soares Filho
40 Renato Viana Veloso
41 Sergio Roberto Costa Guerreiro
42 Sergio Rozencwaig
43 Severo Alcântara de Oliveira
44 Thais de Lima
45 Tomás Edson Alves Lourenço
46 Umberto Minali
47 Verônica Vazgauska Mambrini
48 Zilmar Nascimento Pacheco