quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Relato Brevet 200 - Pedro Athos


Desde 2008 participando, ora no Desafio, ora no Audax, desta vez fui um dos primeiros a fazer inscrição.
Reunião na véspera, feliz com a detonação do trecho Estrada dos Bandeirantes, preocupado com a previsão do tempo e fazendo a última tentativa (frustrada) para convencer os companheiros da Tribo Rio Bike (Eryck, Marcos e Maurício) a alugarmos uma van para o transporte até a largada.

Acordo às 3h17m (13 minutos antes do despertador), vejo que o tempo estava bom, lancho e saio às 4h05m rumo ao Flamengo para encontrar Eryck e Marcos. Primeiro a chegar, fico aturando bêbados curiosos até a dupla chegar e partimos.
Pelo caminho avistamos alguns “concorrentes” e chegamos na hora prevista (5h15m). Encontramos Maurício (o danado chegou de taxi enquanto eu pedalei quase 20 km), passamos pela vistoria e, finalmente, largamos.

Na subida do Sumaré o encontro com parte da Turma que não participou do Audax, mas que estavam lá pelo prazer de pedalar (Jorge, Jr e Zé), treinar para Campos do Jordão (Fábio e Serginho) e nos incentivar. Valeu pessoal!
Descendo o asfalto nada liso da Estrada Dona Castorina, o farol chinês (“zero bala”), que já não estava funcionando, se solta da base e sai quicando (senti pelas 4 pilhas novas ... rsrs).

Na Praça do Ó quase parei para o tradicional combo (pastel + caldo de cana), mas resisti e tentei me preparar para o que vinha pela frente: a maldita ciclovia de bloquinhos de concreto (quem projetou deve odiar ciclistas). A paisagem é linda, mas a trepidação é de matar!
Nesta altura já tinha diminuído o ritmo inicial, pois sentia que algo não estava bem com as pernas. Esporadicamente encontrava Maurício nos PC´s ou era ultrapassado por ele na pista (minhas paradas eram curtas; estratégia). Eryck e Marcos sumiram logo após liberação do carro madrinha.

Na volta o bicho começou a pegar. Cheguei ao PC 6 (Pontal/Praia Macumba) com muita dor na perna direita e com alguns avisos de cãibras. O ora voluntário Eduardo (pai e mãe do Audax Rio) percebeu meu estado e ofereceu uma pomada milagrosa (aplicação aprovada, inclusive, pelo médico veterinário Gigante, também audacioso presente no PC).
Esta parada foi maior, pois além das pernas já mentalizava o duro retorno pela “ciclotijolinho”. E não é que ainda foi pior (a Lei de Murphy é implacável!): a partir do Recreio até o Barramar choveu muito e ventou (contra, como sempre) mais ainda. Desacelerei, Maurício passou por mim novamente, e cheguei “destruído”, além de ensopado e sujo, no PC 7.

Hidratação, banana, barrinha, doce .... e, como sempre, o  incentivo desses incansáveis voluntários dos PC´s.
É hora de um “pit stop” no relato para agradecer e homenagear esse pessoal: muita dedicação, carinho, disposição, doação ... Creio que já mencionei isso, mas vale a pena repetir: são verdadeiros amadores profissionais. Muito obrigado a todos!

Continuando, saímos do Posto de Controle num pequeno grupo e avisei Maurício que iria num ritmo lento, pois minhas pernas não estavam correspondendo. Passando pelas abundantes poças d´água no início da Av. das Américas, já pensava na escalada do Joá.
Surpresa boa: subi muito bem, sem maiores problemas (aliás, quem me conhece sabe que adoro subidas; deve ser por esse motivo que as pernas colaboraram).

Ainda chovendo, cheguei ao último PC, onde estava Maurício. Saímos e ele – mais um pequeno grupo – se adiantou.
Leblon com tempo bom e pistas secas deu ânimo para seguir adiante. E assim foi J. Botânico, Botafogo, Aterro, Lapa .... Reencontrei Maurício no final da Mem de Sá (ele perdeu algum tempo na Rua do Senado).

Faltava pouco, mas uma surpresa nos aguardava no cruzamento do Sambódromo. Ele estava fechado para um evento. Não adiantou argumentar que nossa corrida também era um evento autorizado pela Prefeitura. A chuva recomeça, contornamos pela rua seguinte e fomos em frente.
Não sei o que houve (talvez efeito psicológico), mas a partir daí consegui acompanhar Maurício e chegamos, lá pelas 17 horas, no Ponto de Chegada, onde fomos informados que Eryck e Marcos novamente chegaram no primeiro pelotão.

Voltamos de Metrô (lotado em função da Parada Gay – dá para imaginar a cena?). As pernas esfriaram e foi um sacrifício andar empurrando a bike até a saída da Estação.
Encerrando: noite mal dormida, acordo com o joelho direito parecendo uma bola. Diagnóstico: lesão de tendão causado pela fadiga (passeios, treinamentos, Desafio do Imperador, Audax, idade ...). Receita: antibiótico, gelo, faixa elástica e muito repouso.

Parabéns aos organizadores, voluntários, colaboradores, patrocinadores(?), torcedores e ciclistas participantes deste Audax e Desafio, primeiro de 2011 realizado (em novembro de 2010) no Rio de Janeiro.

Um comentário:

  1. Pedro, em primeiro lugar quero dizer que foi um grande prazer pedalar com você, obrigado pela com pania.
    Sua definição da "ciclotijolinho" é perfeita!
    Parabéns pela sua determinação em completar o Brevet, pois realmente as condições não estavam muito favoráveis...vento, chuva , show surpresa na Apoteose...
    Quero aproveitar para agradecer a organisação, mas especialmente aos voluntários, MUITO OBRIGADO!!!
    Prabéns à todos os que tiveram a coragem de alinhar na largada, e mais ainda aos que Brevetaram!!!!
    Abraços à todos, Rafael Gigante.

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