sábado, 20 de novembro de 2010

Relato Brevet 200 - Luiz Pereira

Aproveitar minha bicicleta, pra conhecer a Cidade Maravilhosa, durante um domingo inteiro, é programa chique, como se diz aqui na minha terra. Não é pra qualquer pintadinho de azul. Ainda bem que temos amigos aventureiros e abusados, que conseguem curtir a correria, o vôo, a falta de reserva de hotel, as filas aqui e acolá. Assim, partimos no final de semana passada, para participar deste aconchegante e acolhedor desafio urbano, só pra rir um pouquinho.

Eu, como sempre, um vagabundo que tem uma bicicleta, não consigo acompanhar os mapas, planilhas e cálculos, limitando-me a usar o GPS. Gente que Passa Sabe. Outros, indo pro mesmo destino que eu, ajudam na tarefa de nos guiar, permitindo mais tempo pra curtir as belíssimas paisagens.

Dormimos na Lapa, mas ali não bebemos nem uma marvada. Fomos comer massas lá em Laranjeiras. Dormir cedo, com um companheiro de ronco oficial, para desespero do que tem sono leve. Só achamos quarto pros três. E olha que a nossa parada não era muito diversa....

Manhã cedinho, enquanto o povo ainda curtia, seguimos pela Mendes Sá, ou sei lá por qual, ganhando a Avenida Maracanã. Central do Brasil, de onde um dia parti num trem, lá pros sertões das Minas Gerais. Maracanã, o suposto ainda maior do Mundo. Chegamos quando a rapaziada já se reunia, no estacionamento do shopis. Vistoria. Geral!!!.

Sem nada pra apresentar, foi dada a largada. Volta olímpica, com carro madrinha, acompanhando a cidade acordar. Avenida Rio Branco, Flamengo, segue pro Sul. Sumaré.... Quando cruzei os trilhos do bondinho, minha alma contemplou, e eu não parei mais de cantar, até o fim da prova: 'Cristo Redentor, braços abertos sobre a Guanabara... Estou morrendo de saudade....'
Não posso dizer que foi fácil, mas foi poético.

De resto, só alegria. Joá, Barra da Tijuca, ciclovia. Sempre achava uma rapaziada indo e indo. Me juntava, mantendo a planilha no bolso da camiseta. Melhor seguir junto com quem sabe o caminho. 'Se tem poeira, vou na frente; se tem porteira, vou no meio. Se tem tranqueira vou atrás, mas se não tenho pressa, vou com quem também vai'.

Os dois zigues e um zague na Avenida das Américas, passou num pulo, principalmente a última perna. Vento contra, chuva apertada. Só podia. Eu já sou acostumado a encontrar estas emoções mais fortes pelo caminho. Só fez valer. Mas foi encontrar as duas lindas voluntárias no tal do Quebra Mar, que minha alma rejuveneceu. Barrinha, banana passa, água mineral, e um voto de boa viagem, foi tudo que meu corpo precisava, pra seguir adiante. Até que o morrinho do Joá nem fez tortura. E eu, seguindo dois mineiros. Não podia ser melhor. Seguir perdido, os únicos outros dois visitantes de outras terras. Pela graça de Nossa Senhora da Liberdade, seguimos prosiando com o povo, seguindo sempre certin, até que tivemos que desviar de Copacabana, em função da galera bacana. Foi um tal de perguntar aqui e ali, que pensei que nunca chegaríamos. Fomos salvos por dois cariocas, que nos conduziram com segurança até o shopis outra vez. Eu, que vinha de uma fratura do rádio, sem muito treino nos últimos dias, acabei sobrando pra geral. Mas, foi um bom tempo. O mais lindo e maravilhoso foi participar.

Valeu, Galera!!!!

Luiz Pereira
Equipe Audax Floripa

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