domingo, 4 de abril de 2010

Entendendo as homologações

Acabamos de publicar duas tabelas com a lista de atletas que completaram os brevets de janeiro e março. Os brevetados, como são apelidados, estão aptos a se inscrever em provas de 300 km mundo afora, neste ano. No Brasil, o sistema de registro de brevets é integrado entre todos os organizadores, de modo que basta o atleta se inscrever. Não é preciso apresentar nenhum documento, nem medalha. O organizador que recebe a inscrição de um atleta de outro estado vai ao bando de dados de brevets deste ano e checa se o atleta tem o brevet necessário.
Além disso o brevet é homologado no Audax Club Parisien (ACP) e cada resultado de cada atleta gera um número de registro que está à esquerda dos nomes nas tabelas abaixo (textos anteriores). Este número estará no selo que será enviado de Paris ao final da temporada. O organizador local recebe estes selos pelo correio, cola nos passaportes dos atletas brevetados e devolve a estes em ocasião oportuna.
Todo esse trabalho tem um responsável que é o representante do Brasil junto ao ACP. No Brasil isso tudo gira em torno do Luiz Faccin, de Santa Cruz do Sul – RS. Ele organiza o banco de dados, envia pedidos de homologações a Paris, recebe, confere e distribui os selos para os clubes locais. Também organiza os pedidos de medalhas oficiais. E é ele quem paga os custos de homologação, registro e correio com a verba que os organizadores separam de cada inscrição. O valor de um brevet não é alto, mas juntando todos os brevets do Brasil o montante é considerável, portanto uma grande responsabilidade. Só a medalha oficial é que deve ser paga à parte pelo atleta que a solicita.
Embora a homologação se resuma a apenas um número e um selo, há muito trabalho por trás disso feito por pessoas comprometidas com o ciclismo de longa distância.

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