sábado, 9 de fevereiro de 2008

História do Trajeto VI - Centro (Av. Presidente Vargas)

Igreja da Candelária ao fundo. Foto: Claudio Lara

A Avenida Presidente Vargas será utilizada num trecho pequeno em ida e volta. Normalmente movimentada estará bem calma no sábado pela manhã, permitindo aos audaciosos contemplar a arquitetura e demais atrações da Avenida mais movimentada do Rio de Janeiro.
-------------------------------------------------------------
Desde os tempos de D. João VI já se pensava em construir um canal navegável ligando o mar ao Rocio Pequeno, atual Praça Onze de Junho, que só recebeu este nome depois da Guerra do Paraguai, em homenagem ao dia em que a esquadra do Almirante Barroso venceu a Batalha do Riachuelo. O canal teria como objetivo secar um enorme pântano existente próximo da Cidade Nova, que era um foco de doenças, mosquitos e exalações desagradáveis. Mas só em 1857, foi iniciada a construção do Canal do Mangue, que foi a maior obra de saneamento do Rio de Janeiro, na época do Império, que possibilitou a extinção da Lagoa da Sentinela e dos pantanais de São Diogo, que iam até quase o Campo de Santana. A obra foi contratada ao Barão de Mauá, que a inaugurou juntamente com sua fábrica de gás para iluminação pública e doméstica que ficava próxima do Rocio Pequeno. No Governo de Henrique de Toledo Dodsworth, a idéia de prolongar a Avenida do Mangue até o Cais dos Mineiros, atual Arsenal da Marinha, foi posta em prática e foi aberta a Avenida Presidente Vargas, que recebeu este nome em homenagem ao então Presidente Getúlio Vargas. Para abrir a Avenida muitos desafios foram enfrentados, foram demolidos 525 prédios, desapareceram velhas ruas, enfrentou-se a oposição de muitos seguimentos. A Avenida tem 2.040 metros de extensão no trecho até a praça Onze, mas incluindo a parte já existente até a Praça da Bandeira sua extensão é de 4 quilômetros, sua largura atinge 80 metros da Candelária até a Praça Onze e 90 metros no trecho do Canal do Mangue. A Avenida Presidente Vargas, atualmente representa o maior canal de tráfego da cidade, comunicando o centro comercial da cidade aos viadutos da Ponte dos Marinheiros, que a partir daí fazem sua distribuição pela populosa Zona Norte.

Fonte: Marcilio

A população chega ao comício das Diretas Já, na Av. Presidente Vargas,
tendo ao fundo a igreja da Candelária, 10 de agosto de 1984. Foto: ALERJ


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Por favor escreva seu nome ao inserir comentário.